Desigualdade Social e a má distribuição de renda
- Caras & Cores

- 7 de jun. de 2020
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( Paraisópolis de Tuca Vieira; 2004)
Não é de hoje que a desigualdade se origina da má distribuição de renda e da concentração de poder, bem como a má administração de recursos públicos e também o acesso à cultura, educação e saúde que não são distribuídos de forma corretada ao povo.
A desigualdade limita o indivíduo de classe baixa, limitando-o de uma boa moradia com saneamento básico (No caso de favelas), limita que essa classe tenha acesso total à cultura, bem como o acesso a qualidade de vida, trabalho, locomoção e alimentação. As maiores consequências da pobreza na desigualdade social são as favelas, onde há maior centralização de fome, desnutrição, doenças, marginalização e a falta de oportunidade de emprego.
A taxa de desemprego entre os brasileiros contribui com o aumento da desigualdade, há uma parcela de pessoas ricas, as quais concentram boa parte da má distribuição de renda para os mais pobres. Com a taxa de desemprego só aumentando e a mínima renda para grande parte da população do país, que são de extrema pobreza, o desenvolvimento dos impostos aplicados ao que todos consomem são questões atribuídas de maneiras totalmente hierarcas. Grande influência da má distribuição de renda vem quando impostos são pagos da mesma forma pela parcela rica e parcela pobre do país.
A desigualdade racial está extremamente presente no meio do trabalho, pessoas negras possuem mais dificuldades na busca de emprego, na maior parte das vezes perdem a vaga para uma pessoa branca, não devemos esquecer de notar que a falta de representatividade na televisão, filmes e seriados ainda é muito presente nos dias atuais.

(Foto: Google imagens)
A discriminação de gênero também está presente no meio da desigualdade social, onde mulheres recebem um salário menor comparado aos homens, mesmo que esteja exercendo o mesmo serviço, no ano de 2017, segundo o IBGE as mulheres ganhavam cerca de R$ 1.879, enquanto os homens recebiam em média R$2.469. Os Lgbtqia+ também sofrem com desigualdade em comparação aos héteros, uma vez que não conseguem ser empregados por possuírem esse gênero, o indivíduo pode ter ótimas qualidades, mas a discriminação e preconceito por seu gênero é ainda maior que suas qualidades.
Agora com a pandemia do COVID-19 a situação da desigualdade e pobreza se alastrou, matando em maior porcentagem os indivíduos da periferia, isso tem ocorrido devido a falta de saneamento básico, pois sem o saneamento essas pessoas estão expostas a doenças por não possuírem água e esgoto tratado para a higienização tão necessária. As condições para o cumprimento do isolamento também não se aplicam a esses indivíduos, uma vez que as casas na periferia são unidas umas as outras, possuindo pouco espaço e grande núcleo familiar.
Autor do texto: Luiza Castro.



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