Entrevista com Ana Julia: Como funciona a confecção de máscaras de empreendedores autônomos?
- Caras & Cores

- 8 de jun. de 2020
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A confecção de máscaras tem se tornado a nova tendência neste período de pandemia, o uso da máscara foi recomendado e exigido pela OMS como forma de prevenção contra o coronavírus. Com o fechamento obrigatório dos comércios e empresas, muitos ficaram desempregados ou tiveram grande recaída no salário, sendo assim muitos empreendedores se reinventaram durante esse período. O uso da máscara contribuiu com a criatividade das máscaras de pano com estampas coloridas e divertidas, muitos trabalhadores abraçaram essa Economia Criativa e passaram a confeccionar esse produto.
Fizemos uma entrevista com uma empreendedora autônoma, Ana Julia Ferreira Lopes, para sabermos melhor como está sendo a confecção de máscaras durante esse período de pandemia.
Como está sendo a adaptação com a sua venda de máscaras?
No início foi um pouco difícil, pois eu nunca tinha tido um contato com a máquina de costura, entretanto minha prima que tem mais habilidade, me ajudou no manuseamento da máquina, as primeiras não ficaram “boas”, mas atualmente peguei experiência e consigo confeccionar perfeitamente.
Qual a sua margem de lucro?
Depende muito do local onde compramos o tecido, pois nesse meio tempo já compramos em 3 lugares diferentes, o tecido da máscara também altera no valor, se for um tecido estampado com desenhos da Disney ou desenhos mais “famosos” o tecido é mais caro, o que acaba não trazendo muito lucro, entretanto possui um pouco mais de demanda, mas a margem do lucro fica por volta de R$ 2,50 / R$ 3,00.
Como você está fazendo para conseguir conter a demanda das máscaras?
Então, eu fabrico com a minha prima que mora no mesmo bloco do meu apartamento, nós fazemos um turno às 19:00 às 23:00, fabricando em média de 30 máscaras, assim acaba atendendo a demanda.
Onde você encontra os materiais?
Em uma papelaria e uma loja de tecidos no Campos Elíseos/ Campinas-SP. Também ocorre pedidos de tecido em uma loja no centro de Campinas, onde é feita por delivery.
Como você faz para entregar as máscaras para os clientes?
As vezes levo até a casa dos clientes, caso estes morem perto da minha região, e também tem a opção desses clientes retirarem o produto no meu condomínio.
O que te motivou a fazer as máscaras nesse período?
Eu sempre gostei de ajudar as pessoas, e sabendo que posso ver as pessoas um pouco menos aflitas com o uso da máscara, com toda certeza pensei em ajudar, além de ser mais um aprendizado, como foi o caso do manuseamento da máquina de costura. Com a venda das máscaras pude trazer mais renda para dentro de casa.

Autor do texto: Luiza de Castro



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