Quais são as alternativas de trabalho que as pessoas vêm colocando em prática durante esse período?
- Caras & Cores

- 8 de jun. de 2020
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Atualizado: 8 de jun. de 2020

(Foto por Gustavo Fring)
No início deste ano, grande parte dos brasileiros foram pegos de surpresa com a chegada do novo coronavírus ao país. De forma rápida e inesperada, empresas e comércios tiveram que fechar suas portas, por um longo período, para a realização da quarenta, com a intenção da diminuição social, evitando a propagação do vírus.
Desde então, com cerca de 90% dos comércios e empresas fechadas, muitas pessoas tiveram que parar de trabalhar e como consequência deste período, muitas também perderam seus empregos. Com isso, em meio a esse caos econômico, uma nova brecha de oportunidade surge, e pessoas de todo o mundo, encontraram maneiras surpreendentes de iniciarem um negócio em benefício de todos neste período, onde aderiram a novos meios de trabalho, para obterem uma renda.

Exemplos como a confecção de produtos de higiene pessoal, máscaras e matérias de EPI, vem sendo grandes negócios para muitas pessoas. Por conta da demanda de produtos como álcool gel, luvas, máscaras e produtos de higiene básica, grandes marcas também optaram por produzirem esses produtos, como por exemplo a empresa Unilever, que tem como marca a “Rexona”, famosa por fabricar produtos de beleza pessoal e antitranspirantes, começaram a produzir álcool em gel após a chegada do COVID-19.
Em entrevista com uma microempreendedora, Maria Lúcia, de 38 anos, a mesma iniciou uma onda de confecção de mascaram em material TNT, na cidade metropolitana de Campinas/SP, e hoje lucra cerca de um salário mínimo por semana, com a venda das máscaras.
Antes da pandemia Maria trabalhava como vendedora em uma loja no centro da cidade de Campinas, com o fechamento dos comércios, a mesma acabou perdendo seu emprego, e em busca de renda, começou a confeccionar máscaras para amigos e conhecidos. Até que em um certo dia, um hospital particular contratou seus serviços, e desde então, Maria Lúcia vem fornecendo os materiais para diversos lugares.

(Foto/Divulgação: Google Imagens)
A microempreendedora, fornece máscaras para clínicas odontológicas, hospitais particulares, e para salões de estéticas da região, ganhando o triplo que ganhava em seu último emprego.
A busca por adaptação de novos trabalhos, e as inúmeras ideias que estão surgindo nesta fase, é de fato, um dos maiores fatores em relação aos meios alternativos na busca de trabalho e renda durante esse período em que o país se encontra.
Há exemplos também de comerciantes que mudaram suas mercadorias e de fato, o que era comercializado, para não fecharem de vez suas portas, um comerciante de uma loja de roupas, que atua na capital de São Paulo, teve que fechar sua loja e com isso, começou a vender verduras, e abriu um Hortifruti no local, com a intenção de alternar seu comercio, e não perder sua renda diária.
São essas e muitas outras situações e exemplos, de comerciantes e pessoas que acabaram perdendo seus empregos, buscando novas alternativas de sobrevivência econômica, nesta fase tão caótico em que todos estão vivenciando.
Autor do texto: Laiza Angélica.



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